Lockdown: o que é e como afeta o e-commerce?

Termo em inglês, lockdown, vem sendo usado para se referir a medidas mais rígidas de isolamento no combate ao coronavírus

Devido ao agravamento da pandemia de coronavírus no mundo, um termo ganhou visibilidade nas últimas semanas. É o lockdown.

Já que as medidas iniciais de isolamento social e quarentena não foram suficientes para reduzir o número de casos de coronavírus, alguns países se viram obrigados a adotar esse sistema. É uma tentativa de achatar a curva de infectados e mortes e reduzir a demanda por atendimento em hospitais, evitando que o sistema de saúde entre em colapso.

Mas, afinal, o que é lockdown? E como ele pode interferir no funcionamento do seu e-commerce? Continue a leitura e entenda!

O que é Lockdown e como funciona?

Lockdown é uma expressão em inglês, que traduzida para o português significa “bloqueio total” ou “confinamento”. É um protocolo de isolamento que pode ser decretado por autoridades, impedindo que pessoas deixem uma área ou região.

lockdown
Imagem: Rawpixel

Durante a pandemia de coronavírus, a medida torna as regras de isolamento social mais rígidas, possibilitando a aplicação de multas e até mesmo prisão em caso de seu descumprimento.

A estratégia é extrema e adotada somente em casos de grave ameaça ao sistema de saúde.

A diferença entre lockdown e distanciamento social

Apesar de as duas estratégias se referirem ao isolamento como medida de prevenção, o lockdown não é a mesma coisa que o distanciamento social, adotado aqui no Brasil há alguns meses.

Existem dois tipos de distanciamento social, o seletivo e o ampliado. E ambos são modalidades menos rígidas de isolamento.

O distanciamento seletivo se refere a apenas um grupo específico. No caso, pessoas que fazem parte do grupo de risco da Covid-19 que são, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, principalmente idosos acima de 60 anos e doentes crônicos.

Já o distanciamento ampliado prevê o isolamento para todos, permitindo apenas o funcionamento de serviços essenciais desde que cumprindo regras de proteção e higienização.

lockdown e isolamento social
Imagem: Rawpixel

Enquanto isso, o lockdown vai além. Esse sistema garante um controle mais rígido sobre o funcionamento dos estabelecimentos e sobre a circulação de pessoas. Nele há mais fiscalização quanto ao cumprimento das medidas e mais exigências. 

O sistema de bloqueio total permite o fechamento de vias públicas e a limitação na circulação de veículos, por exemplo. E apenas serviços essenciais, como farmácias e hospitais, têm o funcionamento garantido.

As consequências para quem desrespeita as regras vão desde a aplicação de multas até prisão. E os responsáveis por fazer esse controle são os agentes públicos de segurança.

Lugares ao redor do mundo que já implantaram o “bloqueio total”

Alguns países já adotaram o lockdown para conter a disseminação do coronavírus. Entre eles está a vizinha Argentina, que detalha em seu site as medidas que vêm sendo adotadas pelo governo.

Foi lá o primeiro registro de morte por Covid-19 na América Latina, no dia 7 de março. E o bloqueio total foi decretado no dia 20 do mesmo mês.

Desde então, a população argentina só pode sair de casa para comprar comida e medicamentos. E quem descumpre as regras responde legalmente por delito contra a saúde pública. A pena vai de multa a prisão, que varia de 6 meses a 15 anos de detenção, dependendo da gravidade da ação.

Mesmo quem exerce atividades essenciais precisa portar uma autorização para circular pelo país. E há uma licença especial que deve ser fixada no para-brisa do veículo para facilitar a sua circulação. Enquanto a população em geral pode usar carros apenas para trajetos curtos até o supermercado ou a farmácia.

Inicialmente, as medidas estavam previstas até 30 de março, mas já foram prorrogadas quatro vezes. Agora, a previsão é que o isolamento continue até 07 de junho.

Porém, novas categorias puderam voltar às atividades, principalmente aquelas relacionadas ao setor produtivo.

A ideia é manter o bloqueio total apenas em regiões onde há casos confirmados, sendo que a maioria se acumula nas capitais. A província de Buenos Aires registra mais de 80% dos infectados no país.

Contudo, segue rígido o controle nas fronteiras com Chile, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Brasil.

Aliás, todos os países do continente latino-americano aderiram ao lockdown, exceto Brasil e Uruguai, até o momento.

Lockdown no Brasil

No Brasil, a definição das medidas de contenção do coronavírus está sendo feita pelos estados e municípios, através de seus governadores e prefeitos. E cada região está adotando diferentes abordagens no confinamento, de acordo com o panorama local.

A decisão dos governantes brasileiros tem se baseado em pesquisas e pareceres técnicos de instituições como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que criou o Observatório da Covid-19. O objetivo da Fundação é produzir informações para o enfrentamento da pandemia.

Lugares no Brasil que aderiram ao lockdown

O governo do estado do Maranhão foi o primeiro a adotar o sistema de lockdown no Brasil. As medidas mais rígidas de bloqueio começaram a valer por lá no dia 5 de maio, na capital São Luís.

Foi proibida a circulação de pessoas, e apenas serviços essenciais como mercado e farmácia continuaram funcionando. Caminhões de carga também foram autorizados a entrar e sair da cidade e foi implantado um sistema de rodízio de carros baseado no número da placa.

Com isso, foi possível diminuir a velocidade de contágio do coronavírus na ilha. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) do Maranhão, nos primeiros 30 dias da pandemia, o número de novos casos da doença duplicava a cada cinco dias, em média. E durante as medidas de contenção, a duplicação de casos passou a acontecer com um intervalo maior do que dez dias.

Os órgãos de saúde do Maranhão também registraram redução na procura por atendimento nas unidades de emergência da Ilha de São Luís, além de baixa na internação de pacientes.

Diante da redução na propagação da Covid-19, o estado decidiu então afrouxar as medidas de isolamento a partir do dia 24 de maio, passando a permitir o funcionamento de pequenas empresas exclusivamente familiares. E anunciou a retomada gradual de outras atividades a partir de 1º de junho.

Além do Maranhão, cidades de pelo menos outros 3 estados brasileiros (até a publicação deste artigo) adotaram o lockdown: Pará, Ceará e Rio de Janeiro. E o estado de São Paulo ainda avalia a necessidade da medida.

Como o lockdown afeta o e-commerce

Diante de tudo isso, você que vende pela internet deve estar se perguntando “como o lockdown afeta o e-commerce”?

Apesar da instabilidade causada pela pandemia, diversas pesquisas já mostraram a expansão do comércio eletrônico no Brasil neste período de quarentena.

Devido às medidas restritivas impostas pelo coronavírus, é perceptível um novo comportamento do consumidor. Cresce o número de pedidos (30,8%), novos consumidores se tornam adeptos das compras online (32%) e segmentos antes pouco procurados na internet começam a se destacar (saúde, supermercados e higiene, principalmente).

A preocupação ainda fica por conta da logística. Com o bloqueio de estradas e o fechamento de cidades, como garantir o frete de seus produtos?

fechamento de estradas
Imagem: Rawpixel

Mas, desde a assinatura do decreto nº 10.282, de 20 de março de 2020, os serviços de transporte, armazenamento, entrega e logística de cargas estão na lista das atividades essenciais. Isso quer dizer que o lockdown não impede o funcionamento das transportadoras.

Contudo, é evidente que diante de uma pandemia como a que estamos enfrentando podem ser necessárias adaptações, como mudanças na forma e horário de funcionamento das empresas de transporte, por exemplo. Por isso, é importante que você se mantenha bem informado. 

Em nosso blog você encontra um artigo com o status das transportadoras parceiras do Melhor Envio. Ele é atualizado constantemente com dicas e informações sobre os locais onde há alterações. 

E esteja atento! Se você mora em uma cidade que adotou o bloqueio total, pode ter dificuldades para sair de casa e levar a sua encomenda até a transportadora. Por isso, pode ser importante contar com o serviço de coleta oferecido por algumas delas.

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