Quais setores estão em alta com a crise do Coronavírus?

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a crise do coronavírus cause uma recessão global em 2020. 

Apesar disso, a organização acredita que a economia volte a se recuperar rapidamente, já com resultados positivos em 2021. 

E mesmo agora, no auge da crise, já não são poucos os setores que estão crescendo com a pandemia.

Serviços de transmissão de vídeo, laboratórios farmacêuticos e empresas de tecnologia são exemplos de setores que vivem um momento de expansão impulsionado pelo coronavírus. 

Continue lendo para saber quem está em alta apesar da crise e veja como você pode diminuir os impactos da pandemia no seu próprio negócio.

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Crise do coronavírus já mudou o comportamento do consumidor

Os pedidos online cresceram entre 30% e 40% na primeira quinzena de março, de acordo com dados da Compre & Confie.

Os resultados vão ao encontro das estimativas da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). A entidade prevê que o e-commerce cresça 18% em 2020.

Esses dois números indicam que a crise do coronavírus já mudou o comportamento do consumidor

O e-commerce deixou de ser apenas um modo conveniente de adquirir produtos e serviços sem sair de casa. 

Agora, com a necessidade de ficar em casa, o e-commerce se transformou em um aliado da sociedade neste período de isolamento.

crise do coronavírus
Imagem: Rawpixel

5 premissas que você deve ter em mente a partir de agora

Com base em informações do relatório “Coronavirus Research”, elaborado pela GlobalWebIndex. 

  1. As pessoas estão passando mais tempo em casa. Consequentemente, o uso da internet tem crescido significativamente em diversos países, inclusive no Brasil. Por aqui, o smartphone é o equipamento mais usado para acessar a rede, seguido pelo computador de mesa (desktop).
  2. Em razão do isolamento social, a busca por soluções digitais está crescendo. Aulas, reuniões e até exercícios físicos agora estão acontecendo online.
  3. A compra de bens duráveis e mais caros (como smartphones) está sendo adiada, principalmente pela geração Z (quem tem entre 16 e 23 anos).
  4. Por outro lado, a compra de bens menos duráveis (alimentos, remédios, produtos de higiene) está em alta.
  5. São tempos difíceis para negócios que dependem do fluxo de pessoas para operar (cinemas, bares, restaurantes, shoppings).

7 setores que estão em alta com a crise do coronavírus

A crise do coronavírus fez aumentar a procura por certos tipos de produtos e serviços. Listamos abaixo 7 setores que, em razão da pandemia, estão vivendo um momento de crescimento.

Importante: o único objetivo desta lista é proporcionar ao leitor uma série de reflexões sobre o cenário econômico atual. 

Não podemos esquecer que vivemos uma época bastante delicada, com pessoas perdendo suas vidas e negócios fechando as portas todos os dias.

Não é nossa intenção abordar o assunto de forma leviana, mas acreditamos que o acesso à informação é essencial para os empreendedores que precisam tomar grandes decisões neste período conturbado.

1. Serviços de transmissão de vídeo

Netflix, Amazon Prime e serviços de transmissão de vídeo em geral estão vivendo um momento de crescimento impulsionado pela necessidade de isolamento social. 

Com cada vez mais pessoas ficando em casa, a busca por formas de entretenimento está no auge.

Só para você ter uma ideia: as ações da Netflix tiveram alta de cerca de 15% somente neste ano.

ações da netflix crescem com coronavírus
Imagem: Rawpixel

2. Delivery de comida e suprimentos

Na China, empresas de entrega de alimentos como Meituan Dianping e Ele.me registraram um pico de pedidos entre os meses de janeiro e fevereiro, auge da crise no país asiático. 

No ocidente, aplicativos como Rappi, Uber Eats e iFood também começaram a sentir o crescimento na demanda. 

O app de entregas Rappi registrou um aumento de 30% no número de pedidos das últimas semanas.

O CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, espera que o serviço de transporte da empresa sofra os impactos da quarentena, mas aposta que o Eats provavelmente vai ser muito solicitado durante a crise.

Para ampliar a segurança das entregas, o iFood lançou a opção “receber sem contato físico”. Com isso, o consumidor pode pedir ao entregador que deixe o pedido na porta ou portaria da residência. 

delivery de comida cresce com crise do coronavírus
Imagem: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

3. Ferramentas de videoconferência

A ferramenta de videoconferência Zoom Video já registrou mais usuários no 1º trimestre de 2020 do que no ano passado inteiro. Como resultado, as ações da empresa cresceram 40% em fevereiro. Esse avanço acelerado pode ser explicado pelo aumento no número de pessoas trabalhando de forma remota.

Imagem: Rawpixel

4. Educação a distância

Estima-se que 300 milhões de alunos ao redor do mundo estejam com aulas presenciais suspensas em razão da crise do COVID-19. Com isso, todos os olhos se voltaram para o mercado da educação a distância. 

A plataforma de ensino digital ClassIn viu sua base de alunos crescer 10x em poucos dias. Antes da crise, o ClassIn recebia cerca de 200 mil estudantes por dia. Hoje, após a doença, esse número subiu para 2 milhões.

Além disso, várias plataformas liberaram cursos online de forma gratuita para as pessoas que estão vivendo isoladas por causa do coronavírus. Sebrae, Fundação Getúlio Vargas (FGV), Universidade de Harvard e Universidade de São Paulo são exemplos de grandes instituições que estão oferecendo cursos livres sem custo algum. Vale conferir!

Imagem: Pexels

5. Laboratórios farmacêuticos 

Os laboratórios farmacêuticos que começaram a desenvolver vacinas para o coronavírus registraram alta no mercado. As ações da Inovio Pharmaceuticals dobraram de valor após a empresa anunciar que iria iniciar testes clínicos de sua vacina. 

Outras empresas do setor como Moderna, Novavax e Regeneron também passaram registraram alta nas ações quando divulgaram estar pesquisando vacinas para o COVID-19.

Imagem: Pexels

Além dos laboratórios, outra ramificação da área da saúde está sendo bastante demandada atualmente: as consultas médicas online.

O Teladoc é um site que oferece esse tipo de serviço. A ferramenta disponibiliza consultas a distância com médicos de diversas especialidades.

Dado o contexto atual, não é difícil entender por que as ações da empresa subiram quase 50% logo no começo de 2020. 

6. Produtos de higiene e proteção

A crise do COVID-19 fez disparar a procura por produtos relacionados à higiene e saúde. De acordo com dados da Ebit/Nielsen, a venda de antissépticos cresceu 623% entre a última semana de fevereiro e a primeira semana de março.

Vários estados brasileiros já puderam sentir os impactos dessa nova realidade. Em alguns locais, inclusive, produtos como álcool gel chegaram a desaparecer das prateleiras.

Já nos Estados Unidos, as vendas de máscaras respiratórias quadruplicaram durante o mês de fevereiro.

A 3M, fabricante que está liderando a produção desse tipo de item lá fora, anunciou que dobrou a produção de máscaras do modelo N95 para acompanhar a demanda extra causada pela crise do coronavírus. 

Imagem: Raxpixel

7. Jogos eletrônicos

Apesar do cancelamento da E3 (feira de jogos mais importante do mundo) e de vários eventos do setor, os jogos eletrônicos seguem o mesmo caminho de crescimento registrado em outras formas de entretenimento digital. 

Só para você ter uma ideia da dimensão desse setor: o jogo Call of Duty: Warzone teve mais de 6 milhões de downloads apenas 24h após seu lançamento, realizado no dia 10 de março.

Outro número impressionante é o da plataforma de distribuição de games Steam, que registrou um número recorde de jogadores: 20 milhões de pessoas jogando simultaneamente no dia 15 de março.

Imagem: Pexels 

Como diminuir impactos nos negócios?

Como já falamos ao longo do texto, negócios que necessitam de fluxo de pessoas para operar são os mais afetados pela crise do coronavírus. 

Construção civil, varejo tradicional, moda e beleza são alguns exemplos de áreas que estão sofrendo com a pandemia.

De acordo com mapeamento do Sebrae, esses setores geram mais de 21 milhões de empregos. Tudo isso faz surgir uma pergunta: como diminuir os impactos do COVID-19 nos negócios? 

Planeje, planeje, planeje

Para o consultor do Sebrae Wagner Paludetto, a palavra de ordem agora é planejamento. Cada negócio precisa parar, olhar para si e entender como é afetado pela crise — pois ela não impacta a todos da mesma forma.

Existem empresas que podem “simplesmente” (entre aspas, pois sabemos que na prática não é simples) adotar estratégias de delivery para contornar a situação, mas essa alternativa não é viável para todo mundo.

Por isso é tão essencial parar e planejar. 

A análise SWOT pode ser valiosa nesse momento. A ferramenta é usada para identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças.

planejamento para lidar com crise do coronavírus
Imagem: Pexels

Use as ferramentas do meio digital

É importante identificar como o seu negócio pode aproveitar o meio digital para enfrentar a crise. 

Quem já vende pela internet está acostumado a vender e anunciar em diversos canais. É hora de intensificar esse processo. 

E quem está começando a atuar digitalmente neste momento de crise, o que faz? Bem, a nossa primeira dica envolve o conceito de MVP (Minimum Viable Product / Mínimo Produto Viável), uma técnica cujo objetivo é criar a versão mais simples de um produto para lançá-lo rapidamente no mercado.

Quando falamos em vendas online, podemos aplicar o MVP no seguinte sentido: em vez de desenvolver um site próprio (um processo relativamente demorado e complexo), comece a vender online em um canal que não demande tanto tempo para ser utilizado, como as redes sociais e até mesmo o WhatsApp. 

Outra dica importante: busque aprender sempre que possível. Com a crise do COVID-19, várias instituições de prestígio liberaram cursos online gratuitos sobre os mais diversos temas. Saiba mais clicando aqui!

Imagem: Rawpixel

Esteja atento a problemas com fornecedores

Vários dados indicam que as compras pela internet estão aumentando com a crise do coronavírus. Esse crescimento não é registrado em todos os setores, é claro, e se faz sentir muito mais na procura por bens não duráveis (higiene e alimentação, principalmente).

Se você comercializa itens que estão em alta no momento, é importante ficar atento para não haver ruptura de estoque. Acompanhe a situação de perto junto aos seus fornecedores e, se possível, procure fornecedores alternativos para não ficar sem produto caso aconteça algum tipo de imprevisto.

Além disso, é importante saber como você vai enviar os pedidos para os clientes. Segundo o Decreto 10.282, assinado pela Presidência da República em 20/03/20, os serviços de transporte são considerados essenciais e não podem ser interrompidos durante a pandemia. 

Mas o decreto não impede que aconteçam mudanças nas operações das transportadoras. Por exemplo: algumas empresas que atuam no modal aéreo podem ter sua área de abrangência reduzida em razão do baixo número de voos em circulação.

Para evitar depender de uma única empresa de transporte, pode ser interessante usar uma ferramenta como o Melhor Envio. A plataforma permite que você compare preços e prazos com várias transportadoras de forma simultânea, vale conferir.

Imagem: Pixabay

Conclusão 

Sim, vivemos uma situação difícil. Todo mundo já percebeu que a crise do coronavírus vem causando uma série mudanças em todos os setores da sociedade. 

Agora, o que podemos fazer para lidar com tudo isso é buscar informações em fontes confiáveis. Essa é a melhor maneira de combater o pânico e a propagação de desinformação.

Assim, em posse de dados sólidos, podemos tomar decisões racionais e que visem o bem de todas as pessoas. 

Todos os canais do Melhor Envio estão se dedicando a apurar e divulgar informações relevantes ao momento atual. Acompanhe-nos nas nossas redes sociais:

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Obrigado por ler até aqui! Cuide de si e pessoas ao seu redor. Vamos passar por isso juntos!

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Comentários (3)

Excelentes dicas nessa matéria, vejo uma grande oportunidade para direcionar melhor minhas atividades diante desse momento difícil.
Vou utilizar alguns e-books como brinde para aumentar o relacionamento e estreitamento com clientes e possíveis futuros compradores, para divulgar mais o meu seguimento.
Valeu pelas dicas!

Que bom que foi útil pra você, Gerson. Desejamos que você supere essa época complicada. Sucesso e bom trabalho! 🙂

Enquanto a maioria esta fechando e se quebrando poucas se levantando…
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