Para superar a crise: o que o e-commerce pode aprender com o coronavírus

Se inspire com histórias de quem se fortaleceu em momentos de dificuldade e veja o que o coronavírus pode ensinar para superar a crise

Desde o decreto de pandemia do coronavírus, a economia vive momentos de incerteza e instabilidade no mundo todo.

Só no Brasil, mais de 600 mil micro e pequenas empresas se viram obrigadas a fechar desde o início da crise causada pela COVID-19. É o que mostra um levantamento realizado pelo Sebrae e divulgado no mês de abril.

Outras tantas empresas seguem atuando, mas no limite, sem saber até quando será possível arcar com os prejuízos.

empreendedor preocupado em superar a crise
Imagem: Rawpixel

Diante deste cenário, é preciso buscar por inspiração e refletir. Por isso, separamos neste artigo a história de três empresas que precisaram superar grandes crises, inclusive logo no seu surgimento: a americana Amazon, a chinesa Alibaba e a brasileira Buscapé.

Também destacamos mudanças e necessidades já observadas no mercado diante do coronavírus, e como você pode adaptar o seu negócio para atender a elas e superar a crise.

Então, boa leitura!

Se inspire para superar a crise

Amazon

logo Amazon
Imagem: Logo Amazon (Reprodução)

A Amazon é uma empresa americana, pioneira do e-commerce. Ela foi fundada em 5 de julho de 1994, em Seattle, EUA, por Jeff Bezos.

O negócio teve início na garagem da família, quando, junto da esposa Mackenzie, Bezos começou a vender livros

Os pedidos eram feitos online, o que já era uma novidade na época. E a entrega era feita pessoalmente por Bezos.

Hoje em dia, a Amazon vende de tudo e entrega para todo o mundo. Mas durante sua expansão, Bezos teve que enfrentar ao menos uma grande crise.

A crise das “pontocom”

Em 2000, houve o estouro da bolha da internet, também conhecido como “a crise das pontocom”. Os investimentos em empresas online eram tão altos, que quebraram a bolsa de Nova York e derrubaram as ações de um dia para o outro.

Naquele ano, a Amazon registrou um prejuízo de US$ 1,4 bilhão e muitos funcionários precisaram ser demitidos.

Mas a empresa de Bezos conseguiu superar a crise. Inclusive, a exemplo de outras grandes organizações que atravessaram este período, soube tirar proveito da crise e utilizou recursos arrecadados nos momentos pré-bolha para recuperar seu espaço no mercado.

A crise nas livrarias

Desde 2018, uma grande crise nas livrarias do Brasil atinge gigantes como a Saraiva e a Cultura. As duas empresas vem acumulando dívidas e deixando de pagar fornecedores e editoras.

Entre as principais causas para a decadência, estão a crise econômica nacional, a defasagem de preços dos livros no país e a falta do hábito de leitura do brasileiro. E especialistas acrescentam ainda a má gestão financeira.

Neste cenário, a Amazon se apresentou como alternativa. A empresa americana pediu que as editoras a procurem antes de cancelar publicações de livros. E ainda propôs antecipar pagamentos.

Um dos diferenciais da Amazon em relação às outras livrarias, é a estratégia adotada de comprar lotes de livros em vez de consigná-los. Assim, consegue negociar os valores com os fornecedores e baixar preços para os consumidores, se tornando mais atrativa.

A empresa, que já tem 10% do mercado editorial brasileiro, oferece a possibilidade de publicar livros em formato físico ou digital. E, ao que tudo indica, deve novamente transformar uma crise em oportunidade de crescimento.

Buscapé

logo Buscapé
Imagem: Logo Buscapé (Reprodução)

O Buscapé é um dos cases de maior sucesso no empreendedorismo brasileiro. Começou como uma startup, com investimento inicial de R$ 4,8 mil e se tornou uma empresa avaliada em mais de US$ 340 milhões.

Foi fundada em 1999, por Romero Rodrigues e outros três colegas de faculdade. Eles tinham vontade de empreender e viram na internet o caminho.

E, como toda boa ideia inovadora, surgiu de uma necessidade. Um de seus fundadores, Rodrigo Borges, precisava comprar uma impressora pela internet. Mas em sua pesquisa, não encontrou nenhum site com especificações sobre os produtos ou preços.

Foi então que os quatro perceberam que não havia ainda um serviço de busca e comparação de preços na web.

O estouro da bolha da internet

Em 2000, com o estouro da bolha da internet, o cenário foi de instabilidade para empresas que surgiam no mundo online.

Os criadores do Buscapé acabavam de firmar um acordo com investidores americanos, que garantiria o crescimento do site. Mas com a quebra da bolsa de valores, surgiu o medo de que os investidores voltassem atrás e o sonho empreendedor precisasse ser adiado.

Porém, o caráter inovador da ideia fez com que todos mantivessem o compromisso e, em 2001, veio a prova de que o Buscapé tinha conseguido superar a crise. Mesmo em meio a um cenário adverso, a empresa teve sua primeira receita.

Romero Rodrigues conta a história da startup em sua apresentação no projeto “Day 1”, da Endeavor Brasil.

O fundador, em diversas entrevistas, também dá dicas para quem pensa em empreender em meio a uma crise. Romero destaca que, em momentos assim:

  • A competição é menor, já que muitos investimentos são adiados
  • Há mais talentos à disposição no mercado e por isso é mais fácil montar um bom time
  • Se manter positivo é um diferencial que pode atrair investidores
  • Cenários adversos criam novas necessidades e oportunidades para ideias inovadoras

Alibaba

logo Alibaba Group
Imagem: Logo Alibaba Group (Reprodução)

O Grupo Alibaba foi fundado pelo chinês Jack Ma, em 1999, no quarto de seu apartamento na cidade de Hangzhou.

A ideia era um negócio Business-to-Business (B2B), para conectar fabricantes chineses a compradores estrangeiros.

Com um ano de criação, mais de 1 milhão de pessoas já haviam se registrado no site.

Atualmente, o Grupo Alibaba detém as empresas de e-commerce mais lucrativas do mundo. Entre os principais sites do grupo estão: o Alibaba.com (plataforma business-to-business por atacado internacional), AliExpress (que atua como atacado e varejo para pessoas físicas e empresas estrangeiras – os brasileiros estão entre os 4 maiores consumidores) e o Taobao (focado em atacado e varejo para pessoas físicas e empresas chinesas).

E foi justamente em meio a uma pandemia, que o Alibaba se tornou a potência que é hoje.

O surto de SARS na China

Em 2002, a China enfrentou outro surto de doença respiratória aguda e contagiosa, causada pelo coronavírus. A SARS, também chamada de cov 1.

Assim como agora, na época os chineses precisaram ficar em isolamento domiciliar. Foi então que Jack Ma apresentou uma solução oportuna: “Não saia de casa, tudo o que você precisa pode ser comprado online”.

Mas em seguida surgiu um empecilho. Os chineses não tinham o hábito de usar cartão de crédito. Como então fariam o pagamento das compras na internet?

A solução também foi apresentada pelo Alibaba, com algo inédito até então, que era o pagamento mobile.

Com um celular, era possível criar uma conta no serviço batizado de AliPay e colocar créditos nela. Isso sem precisar ter acesso a bancos ou cartões. Bastava ir a um caixa eletrônico e depositar o dinheiro na conta para as compras online.

Além da praticidade, ao pagar com o AliPay os consumidores ainda recebiam bons descontos nos produtos do site.

O método de pagamento deu tão certo, que hoje em dia é aceito também em serviços offline, como cafeterias, supermercados e táxis.

Assim, durante uma grande crise, Jack Ma identificou necessidades e criou oportunidades para o comércio eletrônico de seu país.

O resultado é um grupo com mais de 20 mil funcionários, responsável por mais de 60% das vendas em território chinês.

O e-commerce na contramão da crise

Desde que o e-commerce existe ele supera grandes crises. Em 2000, época em que surgiam as primeiras empresas online, o comércio eletrônico já precisou encarar o estouro da bolha da internet.

E na última grande crise financeira mundial, a de 2008-2009, o mercado digital andou na contramão das instabilidades. Enquanto alguns tipos de negócios acabaram fechando, o e-commerce cresceu. Naquele ano, expandiu 30%, segundo dados do relatório Webshoppers, da Nielsen.

Hoje em dia, com anos de existência, o mundo das vendas online é muito mais preparado

Atualmente há profissionais especializados trabalhando na área ou orientando lojistas, além de diversos canais digitais para busca de informações e conhecimentos específicos. 

Como por exemplo, o próprio Blog do Melhor Envio ou o nosso canal no Youtube. Lá você tem acesso a conteúdos como estes listados abaixo. Confira!

Veja também:

➤ “Coronavírus: a prevenção durante a entrega de encomendas

➤ “Estratégias de marketing para superar a crise do coronavírus

O que o e-commerce pode aprender com a crise do coronavírus?

Logo que os primeiros casos de coronavírus foram registrados no Brasil, assim como outros setores da economia, o e-commerce sofreu um impacto

O volume de compra caiu 7,7%, de acordo com um estudo da “Compre & Confie” (empresa de inteligência de mercado focada no e-commerce).  O período analisado foi de 1º a 19 de fevereiro.

gráfico crise coronavírus
Imagem: Rawpixel

Mas o momento já é de recuperação. Uma segunda pesquisa dessa mesma empresa analisou as movimentações online no período de 23 dias depois do primeiro caso no Brasil (24 de fevereiro a 18 de março). E em comparação com o mesmo período de 2019, houve um aumento de 30,8% no número de pedidos no comércio eletrônico.

Mudança de comportamento do consumidor

Um relatório produzido pela ABCOmm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), em parceria com a Compre & Confie, mostra que houve um aumento significativo no consumo de itens das categorias de saúde (111%), supermercados (80%) e beleza e perfumaria (83%).

Esses números demonstram uma grande mudança no comportamento do consumidor. Enquanto setores de bens duráveis (como moda e eletrônicos, por exemplo) atravessam um momento delicado, o que cresce é a procura por bens não duráveis (como alimentos e produtos de higiene). Ou seja, as pessoas estão priorizando a busca por itens essenciais.

Antes da pandemia de coronavírus, as compras na internet eram na maioria de roupas, acessórios e equipamentos eletrônicos. Não se tinha o costume de comprar alimentos e produtos de limpeza em lojas online. Mas especialistas afirmam que este deve ser um hábito que veio para ficar.

Novos consumidores para o comércio eletrônico

novos consumidores para superar a crise
Imagem: Rawpixel

O que também vem crescendo durante o período de quarentena, é  o número de consumidores que estão comprando pela primeira vez em lojas online.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Ebit/Nielsen, desde o surgimento do primeiro caso de COVID-19 no Brasil, vem sendo registrado um crescimento maior do que a média.

Até o início da segunda quinzena de março, o e-commerce brasileiro teve aumento de 32% no número de consumidores.

Atenção ainda maior com a segurança e com a logística

Segurança

Com cada vez mais pessoas comprando online pela primeira vez, as lojas virtuais precisam se empenhar para conquistar a confiança dos consumidores.

Duas das maiores preocupações de quem compra na internet são a confiabilidade do site e a garantia de entrega do produto. Por isso, a segurança da plataforma de vendas e o frete se tornam diferenciais competitivos neste momento.

A Konduto (empresa antifraude especialista em análise de risco para lojas virtuais), a pedido da Social Miner, fez um estudo sobre as tentativas de fraude durante a quarentena.

A empresa analisou o período de 15 a 28 de março, e constatou uma queda de 10,3% no índice de tentativas de fraudes em ambientes virtuais. Isso em relação ao período pré-quarentena.

Segundo o estudo, a diminuição nas tentativas de fraude se deve, principalmente, a estes 3 fatores:

  • O aumento na demanda por produtos e serviços de sites e e-commerces
  • A drástica redução de ofertas em categorias que costumam ter um alto volume de tentativas de fraude, como turismo e eventos
  • A mudança – mesmo que temporária – do foco dos criminosos cibernéticos, que neste momento passaram a atacar diretamente a população através de golpes como Phishing e Smishing

Ainda assim, é fundamental que o e-commerce mostre aos usuários que estão acessando o site pela primeira vez, que ele se importa com a segurança. Para isso, é preciso apostar em selos de confiança, verificação de perfis nas redes sociais, proteção extra para páginas de check out e etc.

Logística

Outro receio de quem compra online pela primeira vez, é quanto à entrega do produto. Logo que a compra é finalizada, começa a ansiedade pela chegada da encomenda.

E, neste período de combate ao COVID-19, várias medidas precisaram ser adotadas para conter a disseminação do vírus. Algumas delas, acabaram interferindo no funcionamento das transportadoras, e por isso, o prazo para realização de entregas precisou ser estendido

Os Correios, por exemplo, adicionaram 3 dias na previsão para todo o Brasil e 5 dias para o estado de Santa Catarina (dados válidos até a publicação deste artigo).

O atraso na entrega é um dos principais motivos para reclamações e cancelamentos de compras online. 

Por isso, pode ser interessante que o seu e-commerce também estenda o prazo informado aos seus clientes no momento da compra. Assim, há chances de que a encomenda chegue antes do previsto, o que é visto com bons olhos pelo consumidor.

Conclusão

A exemplo de outras grandes crises, a pandemia de COVID-19 mudou muitas coisas e impôs novas exigências.

Mas, assim como nos casos da Amazon, do Buscapé, e do Alibaba, é possível sim superar uma crise e, inclusive, sair dela ainda mais forte. Para isso, é fundamental analisar, planejar e agir.

E para quem trabalha com e-commerce, a hora é de analisar as novas necessidades criadas e transformar essas demandas em novas oportunidades.

Assim sendo, se apresente como a solução para os clientes que chegam com novos hábitos de consumo oferecendo garantia de segurança e entrega em suas transações.

A entrega de mercadorias, aliás, é algo que sempre vai ser importante para quem vende online.

Mas como fazer uma gestão eficiente e oferecer fretes competitivos em meio a uma crise como a que estamos vivendo? Uma saída para o seu negócio pode ser o uso da tecnologia.

Por isso, conheça o Melhor Envio! Somos uma plataforma de cotação e geração de fretes. Utilizando nossa tecnologia, você que é lojista pode comparar prazos e condições oferecidas por diferentes transportadoras, inclusive Correios. E assim escolher a que melhor atende às necessidades do seu negócio.

Além disso, se cadastrando em nosso site, você pode utilizar ferramentas como a calculadora de fretes e fazer o rastreamento das encomendas.

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