Dropshipping: como começar sua loja virtual sem estoque físico

Dá pra vender pela internet sem ter estoque físico? A resposta é sim! Conheça o dropshipping e veja como isso é possível!

De acordo com o estudo “Perfil do E-commerce Brasileiro 2019”, feito em parceria entre PayPal e BigData Corp, o Brasil tem cerca de 930 mil sites de comércio eletrônico. A mesma pesquisa registrou crescimento de 37,5% no número de lojas em relação a 2018. Uma porcentagem tão expressiva quanto essa indica a grande aposta dos empreendedores no segmento.

Você também quer se juntar ao e-commerce, mas ainda não sabe como começar? Vale a pena prestar atenção no dropshipping, modalidade de negócio na qual você não precisa investir em estoque para começar a vender. A gente vai explicar o que é, quais são as vantagens, as desvantagens e tudo o que você precisa saber sobre o assunto. Vamos lá? Boa leitura!

O que é dropshipping?

O dropshipping é um modelo de negócio no qual você vende produtos sem tê-los em estoque. Na prática, o lojista de dropshipping atua como intermediador entre fornecedores e clientes. Funciona mais ou menos assim:

  • O cliente compra na sua loja virtual (que pode estar em marketplaces ou ter site próprio) 
  • Você encaminha o pedido dele para o seu fornecedor 
  • O fornecedor envia o pedido diretamente para o comprador, em nome da sua empresa

Nessa modalidade, o lojista nem chega a ter contato direto com o produto que será enviado para o consumidor. Isso elimina a necessidade de possuir espaço físico para montar um estoque, ou seja, você não vai precisar ter um depósito para começar a trabalhar com dropshipping. Basta ter acesso à internet e fornecedores confiáveis. 

Vantagens

O dropshipping apresenta algumas vantagens interessantes para quem quer começar um e-commerce, mas não tem muitos recursos disponíveis para investir no novo negócio. 

  • Investimento baixo: esse talvez seja o benefício mais imediato do dropshipping. A modalidade dispensa o investimento inicial de montar um estoque, tornando muito mais barato o processo de começar a vender pela internet. 
  • Não exige espaço físico: o lojista de dropshipping age como intermediador, então não precisa ter depósito para armazenar os produtos, que ficam todos em posse do(s) fornecedor(es). 
  • Evita itens “encalhados”: como não há compra de estoque, o risco de o lojista ficar com produtos parados é completamente eliminado.
  • Preocupação zero com picking (processo de separação e preparação dos pedidos para envio):  o seu fornecedor é quem irá embalar o produto para o transporte. Você não vai precisar lidar com embalagens, transportadoras e outras demandas logísticas. Isso é ótimo para a escalabilidade do negócio: no dropshipping, o aumento nas vendas não vem acompanhado de trabalho extra no processamento de pedidos.

Agora você já sabe algumas das principais vantagens do dropshipping. Vamos falar um pouco sobre o outro lado da moeda? 

Desvantagens

Antes de optar pelo dropshipping, você precisa saber um pouco sobre as desvantagens desse modelo de negócio. 

  • Não há controle sobre os envios: o fornecedor atrasou a entrega do produto? Quem fica com a reputação manchada é o lojista. O Reclame Aqui está lotado de mensagens de clientes que não receberam o produto no prazo. Isso é ruim para quem busca criar um negócio sólido e duradouro.
  • A concorrência é grande: os fornecedores não oferecem produtos exclusivos para lojistas de dropshipping, ou seja, existem muitas lojas vendendo exatamente os mesmos itens. É difícil se destacar nesse cenário. 
  • Margem pequena: como é de se esperar, o lucro do dropshipping tende a ser baixo. O lojista precisa compensar no volume de vendas para o negócio valer a pena. 
  • É complicado lidar com devoluções e trocas: a logística reversa já representa um desafio para os e-commerces tradicionais. Esse problema é ainda mais marcante no dropshipping. Como os fornecedores podem estar em vários lugares do mundo, é extremamente complicado lidar com devoluções e trocas. Além disso, é importante lembrar do direito de arrependimento, presente no Código de Defesa do Consumidor, segundo o qual o cliente tem até 7 dias para desistir de uma compra. Nesses casos, a legislação obriga o lojista a arcar com os custos logísticos da devolução. A pequena margem de lucro de quem pratica dropshipping pode ser bastante prejudicada por esse aspecto.
  • Tributação: quem usa fornecedores internacionais para praticar o dropshipping está sujeito ao pagamento de taxas aduaneiras. Isso é importante para atuar dentro da lei e evitar problemas futuros! 

Dropshipping nacional ou internacional? Qual é o melhor?

O dropshipping nacional utiliza fornecedores localizados no Brasil, evitando problemas com taxas aduaneiras e longos prazos de entrega. O dropshipping internacional, como o próprio nome indica, usa fornecedores de outros países, principalmente da China. 

E afinal, qual deles é o melhor? Isso vai depender de cada estratégia, mas podemos dizer que o dropshipping nacional envolve menos variáveis de risco. Você não vai ter problemas com tributação aduaneira e os prazos de entrega tendem a ser menores, diminuindo possíveis atritos com seus clientes. 

Caso opte pelos fornecedores internacionais, certifique-se de procurar assistência jurídica e contábil para auxiliá-lo nas questões legais e tributárias envolvidas no processo. Afinal, um negócio precisa funcionar dentro dos limites da lei para ter vida longa. 

E como começar a vender sem estoque?

  • Defina com quais produtos você deseja trabalhar.
  • Procure um fornecedor. Sites como Squid Fácil e Hayamax são opções válidas para quem quer fazer dropshipping nacional. Vale conferir!
  • Monte a loja virtual nos marketplaces de sua preferência. Aproveite e confira qual é o momento de deixar o marketplace para criar o seu próprio e-commerce! 
  • Depois é hora de anunciar os produtos para se destacar da concorrência. O e-mail marketing e as redes sociais vão ser seus aliados poderosos nessa etapa! 

E afinal, dropshipping vale a pena?

Conforme falamos ao longo do texto, o dropshipping apresenta vantagens e desvantagens. Quem está começando — ou quer começar — a vender pela internet pode se beneficiar da modalidade para dar o pontapé inicial no próprio negócio. A longo prazo, porém, manter uma loja virtual funcionando exclusivamente por meio de dropshipping pode se mostrar complicado.

Imprevisibilidade nos prazos de entrega e erros por parte dos fornecedores contribuem para desgastar a relação dos clientes com a loja. Isso dificulta a fidelização. Além disso, um e-commerce com reputação ruim encontra dificuldades de se manter em operação. 

Porém, apesar desses obstáculos, o dropshipping não é ilegal como alguns dizem. Quando feito de acordo com a legislação vigente, com obediência às regras fiscais, o modelo de negócio é viável. Em resumo, vai depender da seriedade do empreendedor. 

Alguns cuidados para atuar dentro da lei

Mais conhecido como Lei do E-commerce, o decreto nº 7.962/2013 estabeleceu algumas regras para o comércio eletrônico. Quem adota a modalidade dropshipping para vender pela internet também precisa prestar atenção a determinados aspectos dessa lei.

  • Informações como CNPJ, canais de contato da empresa e endereço precisam estar acessíveis para o consumidor
  • O consumidor precisa saber que está comprando um produto não armazenado em estoque próprio e, portanto, sujeito à disponibilidade de um fornecedor
  • Se utilizar fornecedores internacionais, certifique-se de informar o cliente sobre a possível cobrança de taxas aduaneiras 

Importante: nenhum artigo na internet (nem mesmo este!) substitui a orientação de um profissional da área jurídica ou contábil. 

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